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Quem é o Mediador e quais são suas habilidades?

Atualizado: 1 de Out de 2019

Quando se discute a função do Mediador é importante se ter em mente que, uma das primeiras deficiências que surge, quando as pessoas estão em situação de conflito, é a perda da capacidade de se comunicarem.

Atualmente, para que alguém se torne Mediador, é necessária a conclusão de um curso de capacitação junto às instituições credenciadas com noções básicas de gestão de conflitos. No entanto, alguns estudiosos, consideram de extrema importância um conhecimento mais aprofundado, também, em áreas como Pscicologia, Direito e Sociologia, uma vez que o Mediador lida com interesses e emoções humanas.

Em se tratando das habilidades de um Mediador, uma primeira dimensão importante é seu caráter de facilitador do diálogo. Sendo assim, tem a função de ajudar as partes a se ouvirem, atuando como um interventor neutro.

Em sua função de facilitador, o Mediador utiliza-se de ferramentas, tais como: resumo, parafraseamento, escuta ativa, escuta inclusiva, rapport (validação dos sentimentos e falas levados à mesa), funcionando assim como o "ouvido que escuta" das partes.

Um outro aspecto a ser considerado tem a ver com o papel do Mediador despertar nas partes o exercício da empatia, que é a capacidade de enxergar algo a partir do lugar do outro.

Uma segunda dimensão acerca das habilidades de um mediador é que, enquanto trabalha o diálogo entre as partes, vai reunindo elementos que o ajudem a mapear o conflito - entram em cena, desta forma, as observações para as perguntas reflexivas.

O Mediador deve ter habilidade para escutar, perceber e promover a harmonia. Deve ser responsável por criar um ambiente aonde as pessoas sintam-se seguras para abordar seu ponto de vista e suas questões fundamentais.

Basicamente, das aptidões intrapessoais necessárias a um mediador, podemos falar em autoconhecimento, autocontrole, auto-estima, automotivação e autodisciplina. Cabe ao Mediador, em sua ética, um exercício reflexivo acerca de ter ou não essas capacidades. E somente em um cenário positivo, pode-se dizer que ele está aprovado para a prática.

Uma terceira dimensão importante sobre as capacidades do mediador é que ele funciona, em uma mesa de Mediação, como um agente de realidade. Isto implica dizer que, muito embora ele valide os sentimentos dos mediandos, ele fomenta a reflexão das questões objetivas - o que pode gerar decisões conscientes e fazer diferença prospectivamente.

Entre as tarefas essenciais de um Mediador esta a sua habilidade de ajudar às partes a buscarem alternativas de solução que contemplem os interesses e as necessidades de todos os envolvidos.

Não cabe ao Mediador fazer nenhum julgamento ou sugestões acerca do que é certo ou errado. À ele cabe somente, para além do que foi dito, melhorar a comunicação, apontar os pontos convergentes e divergentes, restaurar a identidade, devolver a autonomia e assistir a negociação. Para tanto, é de suma importância que as partes tenham confiança de que aquele é o melhor mediador para ajudá-los na solução da controvérsia.

Por ultimo, não se pode deixar de apontar que o mediador serve, a um só tempo, como intermediário entre as partes e, também, como um elo entre as mesmas. É aquele que medeia os envolvidos.


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