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Empatia: no que se diferencia da piedade?

Atualizado: 5 de Out de 2019

Atualmente temos ouvido muito falar na habilidade humana da empatia. Daniel Goleman, em seu livro Inteligência Emocional, diz que os seres humanos, pouco meses após o nascimento, reagem a uma perturbação naqueles que o cercam como se fossem neles próprios, chorando quando veem as lágrimas de outras crianças. Essa capacidade de saber como o outro se sente está, a todo momento, se tornando presente em nossas vidas, desde uma relação entre familiares até uma relação negocial.

Mas, resta uma pergunta: o que a diferencia da piedade? Uma vez que ambas colocam o outro no centro da nossa capacidade de sentir.

Voltemos nossa atenção para compreender que a empatia exige presença. É necessário que eu esteja todo o tempo conectado com o outro.

Na empatia estamos com os sentimentos do outro e é importante destacar, como sustenta Marshall Rosenberg, que só estamos com eles enquanto o outro os têm - isso não significa que o sentimos. Isso implica dizer que enxergo a situação pelas lentes daquele para quem ofereço empatia, considerando a pessoa em si, os seus valores, o seu sistema de crenças ou os seus desejos. Não necessariamente sinto a mesma dor mas, tão somente, me conecto com a dor do outro. Meu foco é aquilo que está vivo dentro do outro naquele momento. A empatia alimenta-se da autoconsciência; quanto mais abertos estamos para nossas próprias emoções, mais hábeis seremos em praticar a leitura de sentimentos.

Assim, se por um segundo, eu afastar a minha mente do outro, talvez eu note que tenha os meus próprios sentimentos e quando os tenho, a mera consciência deles, é piedade e não empatia. Seria como dizer: "Eu entendo como se sente e me sinto muito mal com isso" - estou afastando do outro minha atenção e voltando-a para mim.

Na piedade estou voltada para os meus próprios sentimentos, voltada para aquilo que sinto e me causa infortúnio, sentimentos tais como: infelicidade, incômodo, horror, mágoa, rancor, entre outros. Eu tiro o outro do centro da minha atenção e coloco a mim mesmo.

Na empatia, tenho condições de oferecer suporte emocional. Quando alguém recebe a empatia que precisa também se torna capaz de se conectar com suas próprias emoções.

Vale destacar que é a empatia e jamais a piedade que será usada em uma mesa de Mediação, sob pena de comprometer a efetividade do procedimento. A empatia é uma das principais ferramentas utilizadas pelo mediador e  tem sua eficácia comprovada.








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