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Comunicação Não-Violenta: A linguagem do coração.

Atualizado: 23 de Set de 2019

Sendo o homem o único ser dotado de linguagem é, este também, quem enfrenta os maiores desafios para uma comunicação saudável e eficaz. Ao longo dos anos, tal situação tem gerado incômodo para alguns estudiosos.

Na década de 1960, foi criado o modelo da Comunicação Não-Violenta (CNV) pelo psicólogo americano Marshall B. Rosenberg, em sintonia com os Direitos Civis Americanos. Tal modelo é um programa maduro com treinamento oferecido em mais de 65 países ao redor do mundo e tem sido desenvolvido por mais de 40 anos, para pessoas individualmente, casais, famílias, organizações de uma forma geral, educadores, profissionais de saúde e funcionários de penitenciárias.

A CNV tem sido empregada para avançar na solução pacífica de conflitos e reconciliação em disputas de nível comunitário.

Essencialmente, trabalha com 4 pilares fundamentais:

1) Fazer Observações;

2) Reconhecer Sentimentos;

3) Identificar Necessidades; e

4) Expressar Pedidos.

Estes conceitos não trabalham isoladamente. Há ainda a necessidade de manutenção da perspectiva da empatia, tanto para si como para o outro. A CNV se apoia na suposição de que as pessoas são passivas por natureza e que compartilham das mesmas necessidades humanas universais, quais sejam: saúde, nutrição, cooperação, lazer, aceitação, compreensão, paz, entre outras.

O objetivo é promover a melhora nas relações inter e intrapessoais, aprimorando a capacidade humana de sentir compaixão, conexão, colaboração e cuidado. Para isto, primeiramente, a CNV aponta como fundamental saber diferenciar uma observação de uma avaliação, o que se da seguinte forma: quando observamos devemos nos ater ao fato em si e não fazer nenhum julgamento.

Um segundo esclarecimento importante é que a CNV faz distinção entre sentimentos e pensamentos. O que segue a expressão "Eu sinto..." muitas vezes não descreve um sentimento interno mas, sim, um pensamento. Podemos dizer que, nos sentimos abandonados porém, na verdade, pensamos que estamos abandonados, em função do sentimento de solidão. Quando compreendemos nossos reais sentimentos, tomamos a responsabilidade por eles.

Há, ainda, um terceiro elemento a ser justificado: identificar necessidades. Por trás de toda necessidade humana, há uma necessidade humana universal não atendida. A importância do reconhecimento destas necessidades leva a possibilidade de acolhimento.

Finalmente, e não menos importante, a quarta habilidade fundamental da CNV, é que se façam solicitações factíveis e específicos - é preciso que fique claro que é uma opção aceitável e não uma exigência.

A Comunicação Não-Violenta sugere que essas quatro ideias devem ser vistas como habilidades que podem ser aplicadas em qualquer cenário para aprimorar a conexão e colaboração entre os indivíduos. Elas podem ser vistas como princípios, substituindo o julgamento e a culpa, por empatia e respeito.


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